Tatuí sempre participou da política estadual, mas nem sempre com algum destaque. O fato que aqui está relatado aconteceu entre 1933 e 1936, durante o governo do Interventor Armando Salles de Oliveira, em uma situação que deve ser lembrada como exemplo, para que não seja sempre relegada a planos inferiores nas estratégias dos governantes paulistas.
A situação política geral estava fora da normalidade, pois em 1930 uma revolução derrubava o governo "café com leite" comandado por São Paulo e Minas Gerais. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes.
Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos Estados foram depostos. Para suas funções, Vargas nomeou interventores
O Interventor Federal Armando Salles de Oliveira assumiu o governo paulista logo depois do final da Revolução Constitucionalista de 1932, nomeado por Getulio Vargas. O governo de Armando Salles (1933 – 1936) ficou marcado pela criação da Universidade de São Paulo – USP, em 1934.
Pois bem, esse governador paulista também esteve em Tatuí e participou de uma inauguração.
Os fatos aconteceram na viagem que Armando Salles fez a Itapetininga para participar da inauguração de uma enorme escola pública, dando grande prestígio ao município vizinho. Itapetininga foi berço de políticos influentes, principalmente nos primeiros anos da república brasileira.
As viagens do governador eram feitas por via férrea. Qualquer outra alternativa tornava-se inviável devido ao tempo de viagem e às estradas quase que intransitáveis dessa época. Sendo assim, para ir até Itapetininga, o governador passaria, inevitavelmente, por Tatuí.
Os políticos da cidade queriam aproveitar a passagem de tão ilustre personagem para obterem algum ganho pessoal, assim como, se ainda sobrasse algo, algum ganho para Tatuí. A cidade, como hoje, não era prioridade dos tais políticos, recém surgidos no cenário, logo depois da queda do Partido Republicano Paulista, os quais, aproveitando-se das mudanças, deixaram sua obscuridade para “brilhar” no firmamento getulista. Esta é a época em que Tatuí começou a transformar-se de cidade rica (tinha inúmeras indústrias) na cidade mais pobre desta região (não tem empregos).
Armando Salles ia passar por Tatuí. Isto era uma oportunidade que não se poderia deixar de aproveitar. A cidade deveria recebê-lo com todas as honras possíveis.
E assim aconteceu. No dia da passagem de Armando Salles por Tatuí, a população deslocou-se para a Estação Ferroviária de Tatuí. Os estudantes, todos uniformizados, estavam perfilados na plataforma de embarque. Cantavam hinos sob o acompanhamento da banda de música, elemento imprescindível dessas ocasiões.
Senhoras da sociedade local, em seus vestidos de domingo, enfeitavam o local com sua beleza. A multidão aglomerava-se dentro e fora da estação. A região estava enfeitada e embandeirada, como convinha para uma recepção de tal nível.
Um dos que lá estavam perguntou curioso:
- O que o interventor irá inaugurar em Tatuí?
- Não sei! – respondeu alguém – Mas logo saberemos! – completou.
Da mesma forma que Tatuí, a cidade de Itapetininga estava toda enfeitada para receber o governante do estado. Também pudera, ele estaria inaugurando uma grande obra, que até hoje tem servido aos munícipes.
O corre-corre na estação tatuiana era enorme. A busca pela perfeição em detalhes grandes e pequenos deixava os organizadores estafados.
De repente, o chefe da estação avisa que o trem está para chegar em apenas 5 minutos.
A movimentação aumentou rapidamente. O corre-corre transformou-se freneticamente. Tudo estava preparado para a recepção. Quem sabe o governador poderia ficar encantado com Tatuí e voltar especialmente para premiar a cidade com alguma benesse estadual?
Logo escutaram o apito do trem. Estava bastante próximo.
- Olha lá, olha lá! O trem virou a última curva! – alguém gritou.
Como num passe de mágica, todos os pescoços viraram-se para a mesma direção, olhando para o trem de ferro que chegava esbaforindo: tchu-tchu-tchu! Nessa época os trens eram movidos a vapor. As locomotivas faziam esse ruído característico do escapamento de vapor: tchu-tchu-tchu!
Ninguém conseguia escutar alguma coisa direito. O burburinho era intenso.
Chegou! O trem parou na estação. A locomotiva deixou escapar os últimos bafos de vapor, assustando as pessoas que estavam mais próximas.
A um sinal combinado, a banda começou a tocar furiosamente. Não se pode deixar de lembrar que Tatuí sempre contou com bandas de música compostas por músicos excelentes. Pó-pó-pó-pó-pó!
Em poucos minutos, Armando Salles aparece na porta do vagão em que viajava, acenando sorridente para a população. Ele estava emocionado pela intensidade da homenagem que lhe era prestada naquele momento. Nesse instante o coral de estudantes começou a cantar o Hino Nacional Brasileiro, fazendo com que todos ficassem parados e calados.
Terminando a execução do hino, seguindo a programação, uma linda e graciosa garotinha da sociedade local, apresenta-se ao governador e lhe presenteia um buquê de rosas colhidas naquela mesma manhã.
Armando Salles recebe de suas mãos aquele mimo e retribui com um beijo no rostinho delicado da menina. Em seguida, a mesma garota passa a declamar uma poesia especialmente dedicada ao interventor, dando mais um aspecto cultural ao evento.
É praxe de políticos beijar menininhas
O homenageado estava emocionado com a atenção que recebia. Alías, supõe-se que estivesse mesmo emocionado, pois nem percebeu que a garotinha, quando se dirigiu a ele, atrapalhou-se e o chamou de "Armando Salles Gomes". Logo em seguida, agradeceu a todos com acenos.
Prosseguindo com a programação, os políticos e autoridades municipais passaram a conduzir o governador até a obra que seria inaugurada naquele momento.
Seguiram todos, o governador à frente, pela plataforma da estação, dirigindo-se em direção à passagem de nível existente no começo da estrada de rodagem, atualmente denominada de SP-141, Rodovia Senador Laurindo Minhoto.
As autoridades, pomposas, indicavam o caminho que Armando Salles devia seguir. Chegaram até o início da rua, local onde há pouco tempo havia o Armazém Último Gole, o Açougue Último Quilo... esse local era uma importante entrada da cidade para cavaleiros, carroças e carros de boi.
Chegou-se à obra que ia ser inaugurada: o bebedouro de animais que existia até recentemente nesse local! Enquanto que em Itapetininga inaugurava-se uma escola, em Tatuí apenas um bebedouro para animais!
Mas Armando Salles não se fez de rogado. Aproximou-se do bebedouro, mergulhou sua mão na água, trouxe com a mão um pouco de água até sua boca, tomou um gole e exclamou:
- Esteja inaugurado!
E voltou ao trem pelo mesmo caminho, sem passar pela frente da estação, mas entrando pelos lados do trilho, acenando para todos que o cumprimentavam.
Em poucos minutos estava dentro do trem, que já se preparava para partir. A estada do interventor federal em Tatuí não chegou a meia hora. Vinte e cinco minutos! Em vinte e cinco minutos ele chegou, cantou o hino, ouviu o coral e a jovenzinha declamando, recebeu flores, inaugurou aquela importante obra e seguiu sua viagem até Itapetininga, onde era esperado para um saboroso churrasco.
Nem sei se é caso para rir ou para chorar! Éca!
domingo, 8 de abril de 2007
A boiada do Mário Coscia
Mario Coscia foi proprietário de um açougue em Tatuí na década de 1950. Os tempos eram outros, quando quase tudo funcionava de maneira rudimentar. Um açougue nessa ocasião, comparando-se com os atuais, era algo terrível, muitas vezes mal-cheiroso e cheio de improvisações. Diferente da atualidade, quando estão se tornando cada vez mais profissionalizados, com normas de procedimentos rigorosas, visando proteger a saúde das pessoas, assim como os direitos de consumidores.
Hoje a carne é fornecida por frigoríficos que contam até mesmo com sistemas de rastreamento, com o qual consegue obter informações da trajetória do gado que abate, desde o nascimento, a propriedade onde nasceu, local de engorda, das vacinas aplicadas, possíveis doenças, abate, condições de armazenamento, destino do produto, etc. Tudo está sendo controlado, inclusive devido a exigências dos mercados americano, europeu e asiático, grandes importadores da carne brasileira.
Na época em que Mario Coscia tinha açougue, procedimentos iguais poderiam até mesmo provocar desconfianças nos consumidores. Ninguém acreditaria que tudo estivesse registrado, rastreado, mesmo porque essa tarefa, naquela ocasião, seria impossível.
Os açougues não tinham máquinas e nem geladeiras. As ferramentas básicas de um açougueiro eram: faca, serrote, machadinha e um toco de madeira.
O Matadouro Municipal fazia o abate dentro das normas vigentes naquele tempo. Hoje uma carne com procedimentos iguais aos do Matadouro, não poderia nem mesmo ser exposta em açougues.
O controle sanitário é amplo, para evitar doenças que podem até mesmo afetar as exportações, com reflexos na balança comercial e na economia de modo geral. Acabou a vez do improviso (apesar de alguns insistirem em continuar com abates clandestinos). Os procedimentos com a carne são hoje quase que totalmente industrializados e não precários como na época de Mario Coscia.
Se o trabalho dentro do açougue era artesanal, o abate também não tinha o aspecto atual, profissionalizado.
O gado era conduzido por boiadeiros a cavalo pelas estradas desde a propriedade onde foram criados até a cidade. Eis mais uma profissão em extinção, além do leiteiro com carrocinha: boiadeiro a cavalo (pelo menos na nossa região).
Certa vez, Mario foi até um sítio da região para comprar um gado. Isto era necessário para suprir seu açougue. O gado seria trazido em boiada até a cidade e seu abate deveria ser no Matadouro Municipal, onde a coisa tinha um pouco de organização. Claro que sempre havia a possibilidade de algum abate clandestino, para fugir dos impostos, mas este não é assunto de nosso interesse neste momento.
Mario Coscia levantou-se de madrugada, selou seu cavalo e foi ao encontro dos peões que tinha contratado para ajudá-lo a conduzir a boiada. Ainda estava escuro quando partiram em direção ao local onde tinha um gado que ele desejava comprar.
As viagens a cavalo não eram rápidas e o sítio ficava um tanto distante, no município de Porangaba. Uma bela cavalgada e por lá chegaram ainda na parte da manhã.
Depois de uma rápida conversa, foram ver o gado nos pastos do vendedor. Anda de um lado, anda de outro, olha aqui, olha ali, escolhe este e aquele. Assim que definiram que animais trariam, passaram a tratar do preço e das condições de pagamento. Quando tudo ficou acertado, passaram a conduzir o gado até a sede do sítio, ajeitando tudo para formar sua boiada.
Quando tudo ficou pronto, já era quase noite. E a fome começou a apertar. Pudera, levantou de madrugada, viajou desde Tatuí, mexeu nos pastos o dia todo. Era hora de jantar. Era natural que estivesse com fome.
Quando chegaram à sede já estava escuro. Fecharam os animais na mangueira para deixar tudo pronto para a partida, que deveria acontecer logo nas primeiras horas do dia seguinte, pois em caso contrário não teriam tempo de chegar a Tatuí até o anoitecer. Eles iam dormir na cocheira, em camas improvisadas sobre o capim recém cortado.
E nada de jantar!
Os peões já estavam mudando de cor. Nem muita conversa havia entre eles. Fome! – só lembravam disso.
Mario Coscia acertou o pagamento com o dono do gado. Só saia conversa, mas nada de comida. Ele não estava nem mesmo prestando muita atenção ao negócio, porque parecia que uma das paredes de seu estômago tentava comer a outra. ROOOOOOOOMMMMMMMMM! O aparelho digestivo reclamava por aquele ócio e desejava ter ocupações.
Lá pelas 8 horas da noite, a esposa do dono do sítio aproximou-se e disse:
- Se mecêis quiserem se lavá pra durmi, tem água no bárde... a bacia tá aqui.!
Mario respondeu rapidamente:
- Mas dona, será que não vai fazê már a gente tomá banho de barriga vazia?
Só então a mulher “se tocou”:
- Ah, mecêis num comerum? – perguntou.
- Só se nóis pastasse. – respondeu Mario.
Daí ela perguntou se eles queriam que fizesse alguma coisa para comer. Mas que pergunta!!! Claro que queriam!
A comida, temperada com a fome, parecia mais saborosa. Se os donos do sítio queriam economizar com a comida, saíram muito mal, porque com a fome que estavam, ainda mais com a demora para comer, limparam com tudo que foi servido: arroz, feijão, frango, lingüiça, ovos, farinha, couve... não comeram mais porque consumiram toda a despensa do sítio.
Hoje a carne é fornecida por frigoríficos que contam até mesmo com sistemas de rastreamento, com o qual consegue obter informações da trajetória do gado que abate, desde o nascimento, a propriedade onde nasceu, local de engorda, das vacinas aplicadas, possíveis doenças, abate, condições de armazenamento, destino do produto, etc. Tudo está sendo controlado, inclusive devido a exigências dos mercados americano, europeu e asiático, grandes importadores da carne brasileira.
Na época em que Mario Coscia tinha açougue, procedimentos iguais poderiam até mesmo provocar desconfianças nos consumidores. Ninguém acreditaria que tudo estivesse registrado, rastreado, mesmo porque essa tarefa, naquela ocasião, seria impossível.
Os açougues não tinham máquinas e nem geladeiras. As ferramentas básicas de um açougueiro eram: faca, serrote, machadinha e um toco de madeira.
O Matadouro Municipal fazia o abate dentro das normas vigentes naquele tempo. Hoje uma carne com procedimentos iguais aos do Matadouro, não poderia nem mesmo ser exposta em açougues.
O controle sanitário é amplo, para evitar doenças que podem até mesmo afetar as exportações, com reflexos na balança comercial e na economia de modo geral. Acabou a vez do improviso (apesar de alguns insistirem em continuar com abates clandestinos). Os procedimentos com a carne são hoje quase que totalmente industrializados e não precários como na época de Mario Coscia.
Se o trabalho dentro do açougue era artesanal, o abate também não tinha o aspecto atual, profissionalizado.
O gado era conduzido por boiadeiros a cavalo pelas estradas desde a propriedade onde foram criados até a cidade. Eis mais uma profissão em extinção, além do leiteiro com carrocinha: boiadeiro a cavalo (pelo menos na nossa região).
Certa vez, Mario foi até um sítio da região para comprar um gado. Isto era necessário para suprir seu açougue. O gado seria trazido em boiada até a cidade e seu abate deveria ser no Matadouro Municipal, onde a coisa tinha um pouco de organização. Claro que sempre havia a possibilidade de algum abate clandestino, para fugir dos impostos, mas este não é assunto de nosso interesse neste momento.
Mario Coscia levantou-se de madrugada, selou seu cavalo e foi ao encontro dos peões que tinha contratado para ajudá-lo a conduzir a boiada. Ainda estava escuro quando partiram em direção ao local onde tinha um gado que ele desejava comprar.
As viagens a cavalo não eram rápidas e o sítio ficava um tanto distante, no município de Porangaba. Uma bela cavalgada e por lá chegaram ainda na parte da manhã.
Depois de uma rápida conversa, foram ver o gado nos pastos do vendedor. Anda de um lado, anda de outro, olha aqui, olha ali, escolhe este e aquele. Assim que definiram que animais trariam, passaram a tratar do preço e das condições de pagamento. Quando tudo ficou acertado, passaram a conduzir o gado até a sede do sítio, ajeitando tudo para formar sua boiada.
Quando tudo ficou pronto, já era quase noite. E a fome começou a apertar. Pudera, levantou de madrugada, viajou desde Tatuí, mexeu nos pastos o dia todo. Era hora de jantar. Era natural que estivesse com fome.
Quando chegaram à sede já estava escuro. Fecharam os animais na mangueira para deixar tudo pronto para a partida, que deveria acontecer logo nas primeiras horas do dia seguinte, pois em caso contrário não teriam tempo de chegar a Tatuí até o anoitecer. Eles iam dormir na cocheira, em camas improvisadas sobre o capim recém cortado.
E nada de jantar!
Os peões já estavam mudando de cor. Nem muita conversa havia entre eles. Fome! – só lembravam disso.
Mario Coscia acertou o pagamento com o dono do gado. Só saia conversa, mas nada de comida. Ele não estava nem mesmo prestando muita atenção ao negócio, porque parecia que uma das paredes de seu estômago tentava comer a outra. ROOOOOOOOMMMMMMMMM! O aparelho digestivo reclamava por aquele ócio e desejava ter ocupações.
Lá pelas 8 horas da noite, a esposa do dono do sítio aproximou-se e disse:
- Se mecêis quiserem se lavá pra durmi, tem água no bárde... a bacia tá aqui.!
Mario respondeu rapidamente:
- Mas dona, será que não vai fazê már a gente tomá banho de barriga vazia?
Só então a mulher “se tocou”:
- Ah, mecêis num comerum? – perguntou.
- Só se nóis pastasse. – respondeu Mario.
Daí ela perguntou se eles queriam que fizesse alguma coisa para comer. Mas que pergunta!!! Claro que queriam!
A comida, temperada com a fome, parecia mais saborosa. Se os donos do sítio queriam economizar com a comida, saíram muito mal, porque com a fome que estavam, ainda mais com a demora para comer, limparam com tudo que foi servido: arroz, feijão, frango, lingüiça, ovos, farinha, couve... não comeram mais porque consumiram toda a despensa do sítio.
Contatos Imediatos em Tatuí
A ciência tem se desenvolvido em todas as áreas, mas alguns mistérios ainda não foram explicados, como é o caso dos ÓVNIS “objetos voadores não-identificados”, conhecidos como “discos voadores” ou como UFOs (sigla em inglês para objetos voadores não identificados). É como Ufologia que o estudo desses fenômenos tem sido chamado.
Aparições de objetos voadores não-identificados têm sido relatadas desde a Antiguidade. A Arte Sacra da Idade Média traz alguns desenhos que remetem a tais aparições, sem explicar coisa alguma. Há registros gráficos em todo o planeta, incluindo as civilizações pré-colombianas da América.
Ou seja, fala-se muito, mas explica-se pouco, ou nada! Muitas fotos e filmagens de óvnis têm surgido, incluindo inúmeras farsas, servindo para aumentar a confusão, criando desconfianças. Muitos crêem e muitos são céticos quanto à existência de seres extraterrestres. Entretanto, um simples cálculo estatístico aponta para a real possibilidade de existir outros planetas habitados, tirando a exclusividade da Terra, a qual já perdeu até mesmo o status de “centro do universo”, título ostentado por séculos, reforçado pelas doutrinas católicas, uma situação desmontada por Galileu.
Não vou nem entrar em detalhes a respeito dos casos mais célebres de “avistamento”, como Roswell, Varginha... Só que em Tatuí também aconteceu um contato imediato de “segundo grau”, que passo a relatar.
O acontecimento, ou melhor, o avistamento ocorreu há mais de 30 anos e foi relatado até na televisão, por uma das pessoas que mantiveram o contato com o óvni. A revelação dos fatos ocorreu na televisão, por ocasião do concurso “Cidade contra Cidade” que Tatuí participou, enfrentando a cidade de Lorena, como já relatei em um caso anterior.
No período noturno, Tatuí era protegida pela valente Guarda Noturna da cidade, que em tempos gloriosos foi comandada pelo saudoso Ângelo Guarda, bastante lembrado pelo uniforme garboso, cheio de condecorações desconhecidas que ele vestia para comandar os valentes guardas-noturnos.
Em uma noite fria e silenciosa, alguns guardas-noturnos estavam deliberando assuntos importantes nas proximidades de sua sede (leia-se fofocando), que ficava no porão da antiga Cadeia Pública, atualmente o prédio do Museu.
Para ser mais exato, eles conversavam aos pés da estátua de Getulio Vargas, que ainda existe nesse mesmo local. Nessa época a praça era empoeirada, não tinha calçamento e a terra vermelha e seca, com qualquer sopro de vento levantava uma nuvem de pó, sujando tudo por lá. Entretanto, a estátua do Getulio costumava estar sempre limpa, isto porque havia um getulista saudoso que não descuidava de seu ídolo, lavando periodicamente o monumento. Não sei se ainda há alguém fazendo isso hoje.
Zé do Bimbo era um desses intrépidos guardas e foi ele quem narrou o fato para o Silvio Santos, enlevando o nome de Tatuí aos mais altos e longínquos pontos de nossa galáxia.
Estavam todos conversando na praça quando começaram a ouvir um ruído estranho, quase como um chiado de panela de pressão. Chhhhhhhhiiiiiiiiiiiiiii!!!!!! Preocupados, começaram a tentar entender aquilo e procurar aqui e ali a fonte desse barulho. O som aumentava em intensidade e parecia vir do alto. Já imaginavam que era um avião em pane, prestes a cair.
De repente, surgiu no céu uma luz pulsante. Intensa e pulsante, vindo exatamente na direção deles. Um instante apenas e o pânico espalhava-se entre eles. Melhor dizendo, com a luz eles espalharam-se em pânico... Só o Zé do Bimbo manteve a calma e permaneceu parado. Pode ter sido, também, que ele ficou paralisado de medo, mas não vou supor tal coisa de um audaz membro da gloriosa guarda-noturna tatuiana.
O objeto foi aproximando rapidamente, a uma velocidade estonteante. Em poucos segundos estava sobre a praça e, repentinamente, parou, ficando como que flutuando sobre o local, no mesmo momento em que cessou o ruído.
Todos os que estavam por ali puderam observar o óvni. Não parecia nem com disco voador, com pires, charuto, sopeira e outros formatos que costuma ser relatado, mas era parecido com um Karmann-Ghia, automóvel esportivo então fabricado pela Volkswagen.
- Tinha cor prateada, emanava uma luz avermelhada e parecia um Karmann-Ghia - explicou Zé do Bimbo na televisão – mas não vi ninguém na janelinha – completou.
Durante alguns minutos a situação permaneceu aquela. Todos olhando para o céu e para o “Karmann-Ghia” estacionado no nada. Quase que como encanto, o objeto começou a movimentar-se, indo na direção da fábrica São Martinho.
Movia-se vagarosamente e pode ser acompanhado pela audaciosa guarda-noturna tatuiana.
Desceram a Rua José Bonifácio olhando para o alto. Não havia mais ninguém nas ruas, devido ao adiantado da hora. O óvni foi passou sobre a fábrica e continuou sua trajetória, agora em direção à Vila Esperança. Os homens da guarda continuaram a seguir o tal objeto, agora já sem qualquer temor.
Quando chegou nas proximidades da ponte existente nessa rua, bem ao lado da casa do Bilau, antigo morador da região, já falecido, o disco parou e começou a descer. Desceu lentamente até a altura de uns 5 metros, quando estacionou novamente, pairando no ar.
Apesar do objeto não fazer qualquer ruído, o coro dos cães das vizinhanças era ensurdecedor. A cachorrada latia desesperadamente. Além dos cães, como nessa época era costume criar cabras nessa região, dezenas de animais estavam por lá. Naquele momento as cabras também estavam agitadas, literalmente béééérrando.
Por uns minutos o objeto ficou pairando no ar, imóvel e silencioso. De repente começou a sair um tubo de sua parte inferior. Parecia uma mangueira, com a bitola de 2 polegadas, aproximadamente. O tubo foi saindo e desceu até o ribeirão do Manduca.
Quando o tubo chegou a uma distância de uns 30 centímetros da superfície do córrego, passou a verter um líquido fétido e estranho, como que estivessem descarregando um esgoto ou algo semelhante. A água tingiu-se de prateado... um líquido prateado que logo misturou-se ao ribeirão.
A descarga demorou cerca de 5 minutos até estar completa. Nesse momento o disco movimentou-se uns 2 metros a montante, parando novamente. Agora o tubo desceu mais um pouco e mergulhou dentro do ribeirão. A água passou a ser bombeada para o disco voador, fato que era percebido pelo som da água subindo pelo tubo.
Aquilo causou grande admiração às testemunhas que presenciavam o acontecimento:
- Nem as cabras bebem essa água, isso é merda pura! – comentaram.
Mais alguns minutos e o tubo começou a ser recolhido no óvni. Nesse momento, Zé do Bimbo percebeu que uma cabeça surgiu na janela do tal objeto semelhante a um Karmann-Ghia voador. Ele acenou ao tripulante daquela nave, que, garantiu, respondeu sinalizando. Se isto for procedente, neste exato momento acontecia um “contato imediato de terceiro grau”.
Sem qualquer aviso, o disco começou a movimentar-se em uma velocidade surpreendente. Em poucos segundos desapareceu do céu tatuiano. Nunca mais foi visto por aqui.
Certamente que muitos duvidam desse aparecimento. Mas as testemunhas eram pessoas de credibilidade, valentes guardas-noturnos da saudosa e garbosa Guarda Noturna de Tatuí.
Aparições de objetos voadores não-identificados têm sido relatadas desde a Antiguidade. A Arte Sacra da Idade Média traz alguns desenhos que remetem a tais aparições, sem explicar coisa alguma. Há registros gráficos em todo o planeta, incluindo as civilizações pré-colombianas da América.
Ou seja, fala-se muito, mas explica-se pouco, ou nada! Muitas fotos e filmagens de óvnis têm surgido, incluindo inúmeras farsas, servindo para aumentar a confusão, criando desconfianças. Muitos crêem e muitos são céticos quanto à existência de seres extraterrestres. Entretanto, um simples cálculo estatístico aponta para a real possibilidade de existir outros planetas habitados, tirando a exclusividade da Terra, a qual já perdeu até mesmo o status de “centro do universo”, título ostentado por séculos, reforçado pelas doutrinas católicas, uma situação desmontada por Galileu.
Não vou nem entrar em detalhes a respeito dos casos mais célebres de “avistamento”, como Roswell, Varginha... Só que em Tatuí também aconteceu um contato imediato de “segundo grau”, que passo a relatar.
Contato Imediato de Segundo Grau: quando o OVNI interage com o meio deixando provas físicas de sua passagem, como marcas de pouso no solo, minerais vitrificados devido a alta temperatura, efeitos colaterais nas testemunhas, como queimaduras ou queda de cabelos (causados por radioatividade ou calor), interferências eletromagnéticas em aparelhos eletrônicos etc.
O acontecimento, ou melhor, o avistamento ocorreu há mais de 30 anos e foi relatado até na televisão, por uma das pessoas que mantiveram o contato com o óvni. A revelação dos fatos ocorreu na televisão, por ocasião do concurso “Cidade contra Cidade” que Tatuí participou, enfrentando a cidade de Lorena, como já relatei em um caso anterior.
No período noturno, Tatuí era protegida pela valente Guarda Noturna da cidade, que em tempos gloriosos foi comandada pelo saudoso Ângelo Guarda, bastante lembrado pelo uniforme garboso, cheio de condecorações desconhecidas que ele vestia para comandar os valentes guardas-noturnos.
Em uma noite fria e silenciosa, alguns guardas-noturnos estavam deliberando assuntos importantes nas proximidades de sua sede (leia-se fofocando), que ficava no porão da antiga Cadeia Pública, atualmente o prédio do Museu.
Para ser mais exato, eles conversavam aos pés da estátua de Getulio Vargas, que ainda existe nesse mesmo local. Nessa época a praça era empoeirada, não tinha calçamento e a terra vermelha e seca, com qualquer sopro de vento levantava uma nuvem de pó, sujando tudo por lá. Entretanto, a estátua do Getulio costumava estar sempre limpa, isto porque havia um getulista saudoso que não descuidava de seu ídolo, lavando periodicamente o monumento. Não sei se ainda há alguém fazendo isso hoje.
Zé do Bimbo era um desses intrépidos guardas e foi ele quem narrou o fato para o Silvio Santos, enlevando o nome de Tatuí aos mais altos e longínquos pontos de nossa galáxia.
Estavam todos conversando na praça quando começaram a ouvir um ruído estranho, quase como um chiado de panela de pressão. Chhhhhhhhiiiiiiiiiiiiiii!!!!!! Preocupados, começaram a tentar entender aquilo e procurar aqui e ali a fonte desse barulho. O som aumentava em intensidade e parecia vir do alto. Já imaginavam que era um avião em pane, prestes a cair.
De repente, surgiu no céu uma luz pulsante. Intensa e pulsante, vindo exatamente na direção deles. Um instante apenas e o pânico espalhava-se entre eles. Melhor dizendo, com a luz eles espalharam-se em pânico... Só o Zé do Bimbo manteve a calma e permaneceu parado. Pode ter sido, também, que ele ficou paralisado de medo, mas não vou supor tal coisa de um audaz membro da gloriosa guarda-noturna tatuiana.
O objeto foi aproximando rapidamente, a uma velocidade estonteante. Em poucos segundos estava sobre a praça e, repentinamente, parou, ficando como que flutuando sobre o local, no mesmo momento em que cessou o ruído.
Todos os que estavam por ali puderam observar o óvni. Não parecia nem com disco voador, com pires, charuto, sopeira e outros formatos que costuma ser relatado, mas era parecido com um Karmann-Ghia, automóvel esportivo então fabricado pela Volkswagen.
- Tinha cor prateada, emanava uma luz avermelhada e parecia um Karmann-Ghia - explicou Zé do Bimbo na televisão – mas não vi ninguém na janelinha – completou.
Durante alguns minutos a situação permaneceu aquela. Todos olhando para o céu e para o “Karmann-Ghia” estacionado no nada. Quase que como encanto, o objeto começou a movimentar-se, indo na direção da fábrica São Martinho.
Movia-se vagarosamente e pode ser acompanhado pela audaciosa guarda-noturna tatuiana.
Desceram a Rua José Bonifácio olhando para o alto. Não havia mais ninguém nas ruas, devido ao adiantado da hora. O óvni foi passou sobre a fábrica e continuou sua trajetória, agora em direção à Vila Esperança. Os homens da guarda continuaram a seguir o tal objeto, agora já sem qualquer temor.
Quando chegou nas proximidades da ponte existente nessa rua, bem ao lado da casa do Bilau, antigo morador da região, já falecido, o disco parou e começou a descer. Desceu lentamente até a altura de uns 5 metros, quando estacionou novamente, pairando no ar.
Apesar do objeto não fazer qualquer ruído, o coro dos cães das vizinhanças era ensurdecedor. A cachorrada latia desesperadamente. Além dos cães, como nessa época era costume criar cabras nessa região, dezenas de animais estavam por lá. Naquele momento as cabras também estavam agitadas, literalmente béééérrando.
Por uns minutos o objeto ficou pairando no ar, imóvel e silencioso. De repente começou a sair um tubo de sua parte inferior. Parecia uma mangueira, com a bitola de 2 polegadas, aproximadamente. O tubo foi saindo e desceu até o ribeirão do Manduca.
Quando o tubo chegou a uma distância de uns 30 centímetros da superfície do córrego, passou a verter um líquido fétido e estranho, como que estivessem descarregando um esgoto ou algo semelhante. A água tingiu-se de prateado... um líquido prateado que logo misturou-se ao ribeirão.
A descarga demorou cerca de 5 minutos até estar completa. Nesse momento o disco movimentou-se uns 2 metros a montante, parando novamente. Agora o tubo desceu mais um pouco e mergulhou dentro do ribeirão. A água passou a ser bombeada para o disco voador, fato que era percebido pelo som da água subindo pelo tubo.
Aquilo causou grande admiração às testemunhas que presenciavam o acontecimento:
- Nem as cabras bebem essa água, isso é merda pura! – comentaram.
Mais alguns minutos e o tubo começou a ser recolhido no óvni. Nesse momento, Zé do Bimbo percebeu que uma cabeça surgiu na janela do tal objeto semelhante a um Karmann-Ghia voador. Ele acenou ao tripulante daquela nave, que, garantiu, respondeu sinalizando. Se isto for procedente, neste exato momento acontecia um “contato imediato de terceiro grau”.
Contato Imediato de terceiro grau: quando a testemunha diz ter estabelecido qualquer nível de comunicação com os ocupantes de um ÓVNI.
Sem qualquer aviso, o disco começou a movimentar-se em uma velocidade surpreendente. Em poucos segundos desapareceu do céu tatuiano. Nunca mais foi visto por aqui.
Certamente que muitos duvidam desse aparecimento. Mas as testemunhas eram pessoas de credibilidade, valentes guardas-noturnos da saudosa e garbosa Guarda Noturna de Tatuí.
O maior tocador de pandeiros do Brasil
Alguma coisa que se faz pode trazer conseqüências que trazem reflexos durante a vida toda. Um ato impensado, uma brincadeira, alguma coisa involuntária... qualquer coisa pode, de uma forma ou de outra, transformar-se, com um pouco de azar, em problemas, doenças ou, se a sorte for boa, em motivo de sucesso.
Assim também é o nome que se escolhe para os filhos. O nome marca a pessoa pela vida toda. Só que em Tatuí não adianta a escolha dos pais, o que resolve mesmo é o apelido com que será “batizado”. Aí não resolve nada o nome ser bonito, feio, comum ou exótico. O que vale é o apelido.
Algumas pessoas têm nomes que já parecem apelido, mas mesmo assim não ficam livres do rebatismo: lembro-me do Hermógenes... um nome incomum, rebatizado para Mauzico e, posteriormente, para Meninão. Os exemplos são infindáveis.
Joaquim Mistura recebeu seu apelido devido a um pequeno deslize que cometeu na adolescência.
Sua mãe não tinha renda suficiente e, com isto, fez com que o menino Joaquim trabalhasse para ajudar nas despesas. Creio que trabalhou bastante e “gastou a pilha”, porque nunca mais exerceu atividades produtivas... sua única e exclusiva atividade era tocar pandeiro. E beber, claro!
O emprego que arrumaram para o Joaquim era de entregador de marmitas de uma pensão da cidade. As pessoas comem de pensão devido a inúmeros motivos, sendo que a falta de tempo e a impossibilidade de cozinhar podem ser citados como uma das razões.
Se é cômodo encontrar a comida pronto, ter que ir buscar a marmita não é uma atividade agradável e, em muitos casos, nem mesmo dá para ir buscar... pessoas idosas, crianças, gente com horários apertados...
Sendo assim, é comum existir “entregadores profissionais de marmita”. Que bela profissão!!!
Joaquim desde criança era malandro. Fazia as entregas, mas distraia-se com facilidade... qualquer jogo de bolinha de gude, uma movimentação diferente na rua, chuva, sol... tudo era motivo para Joaquim demorar-se mais que o previsto.
E tinha um apetite monstruoso. Comia até pedregulho, se fosse possível. E a carga das marmitas exercia uma atração no menino. Adorava carne, almôndegas, croquetes, bolinhos, etc.
Sendo assim, na primeira esquina que virava, quando trabalhava para a pensão, dava um jeitinho e levantava as marmitas para espiar o conteúdo. Olhava de um lado e de outro e surrupiava um bolinho, um pedaço de carne de cada marmita... assim ninguém percebia e reclamava... ele continuaria com seu pequeno delito.
Mas algumas pessoas perceberam a atividade criminosa do Joaquim. Quando viram o Joaquim carregando as marmitas, alguém apontou e disse: “Olha só, o Joaquim roubando “mistura” das marmitas!”
É costume chamar de mistura à carne e aos bolinhos que são servidos com o arroz e o feijão (estes considerados como “comida”).
Pronto! Perceberam o que o Joaquim fazia e logo perdeu seu emprego. Perdeu o emprego, mas ganhou um belo apelido "Joaquim Mistura" que o acompanhou a vida inteira. Ninguém lembra seu nome, só seu apelido. Nem mesmo ele atende pelo nome, Joaquim Soares Carriel... seu nome é Joaquim Mistura e só!
Joaquim explorou sua veia musical. É o maior tocador de pandeiros que já existiu em Tatuí. Ele é o “Grande Joaquim Mistura” e tocou até mesmo na Radio Nacional do Rio de Janeiro, nos tempos áureos dessa emissora.
É até mesmo possível considerar a carreira musical do Joaquim Mistura como de grande sucesso, haja vista que só fez isso na vida e nunca mais trabalhou além daquele pequeno período, quando roubava misturas. Foi, em decorrência de sua atividade musical, convidado para todas as festas que aconteceram em Tatuí desde o final da década de 1940 até uns poucos anos atrás.
Como músico esteve em todo tipo de ambiente: bons e maus, certos e errados, claros e escuros... só não freqüentou igrejas! Vivia em bares, sempre foi apreciador de licores, pinga, vinho, wiskey, chopp, cerveja, conhaque, vodka, rum... tudo, gostava de tudo que tivesse álcool.
Tocador de pandeiros tem de ter ritmo e uma seresta não era completa sem um pandeiro.
Agora a "mistura" preferida do Joaquim não era mais aquela antiga... sua "mistura" tinha que ser rabo de galo... pinga com limão... pinga com soda... rum com Coca-Cola... gim com tônica... vodka com laranjada e assim por diante
Esta é a história do grande Joaquim Mistura, o maior tocador de pandeiros do Brasil.
Assim também é o nome que se escolhe para os filhos. O nome marca a pessoa pela vida toda. Só que em Tatuí não adianta a escolha dos pais, o que resolve mesmo é o apelido com que será “batizado”. Aí não resolve nada o nome ser bonito, feio, comum ou exótico. O que vale é o apelido.
Algumas pessoas têm nomes que já parecem apelido, mas mesmo assim não ficam livres do rebatismo: lembro-me do Hermógenes... um nome incomum, rebatizado para Mauzico e, posteriormente, para Meninão. Os exemplos são infindáveis.
Joaquim Mistura recebeu seu apelido devido a um pequeno deslize que cometeu na adolescência.
Sua mãe não tinha renda suficiente e, com isto, fez com que o menino Joaquim trabalhasse para ajudar nas despesas. Creio que trabalhou bastante e “gastou a pilha”, porque nunca mais exerceu atividades produtivas... sua única e exclusiva atividade era tocar pandeiro. E beber, claro!
O emprego que arrumaram para o Joaquim era de entregador de marmitas de uma pensão da cidade. As pessoas comem de pensão devido a inúmeros motivos, sendo que a falta de tempo e a impossibilidade de cozinhar podem ser citados como uma das razões.
Se é cômodo encontrar a comida pronto, ter que ir buscar a marmita não é uma atividade agradável e, em muitos casos, nem mesmo dá para ir buscar... pessoas idosas, crianças, gente com horários apertados...
Sendo assim, é comum existir “entregadores profissionais de marmita”. Que bela profissão!!!
Joaquim desde criança era malandro. Fazia as entregas, mas distraia-se com facilidade... qualquer jogo de bolinha de gude, uma movimentação diferente na rua, chuva, sol... tudo era motivo para Joaquim demorar-se mais que o previsto.
E tinha um apetite monstruoso. Comia até pedregulho, se fosse possível. E a carga das marmitas exercia uma atração no menino. Adorava carne, almôndegas, croquetes, bolinhos, etc.
Sendo assim, na primeira esquina que virava, quando trabalhava para a pensão, dava um jeitinho e levantava as marmitas para espiar o conteúdo. Olhava de um lado e de outro e surrupiava um bolinho, um pedaço de carne de cada marmita... assim ninguém percebia e reclamava... ele continuaria com seu pequeno delito.
Mas algumas pessoas perceberam a atividade criminosa do Joaquim. Quando viram o Joaquim carregando as marmitas, alguém apontou e disse: “Olha só, o Joaquim roubando “mistura” das marmitas!”
É costume chamar de mistura à carne e aos bolinhos que são servidos com o arroz e o feijão (estes considerados como “comida”).
Pronto! Perceberam o que o Joaquim fazia e logo perdeu seu emprego. Perdeu o emprego, mas ganhou um belo apelido "Joaquim Mistura" que o acompanhou a vida inteira. Ninguém lembra seu nome, só seu apelido. Nem mesmo ele atende pelo nome, Joaquim Soares Carriel... seu nome é Joaquim Mistura e só!
Joaquim explorou sua veia musical. É o maior tocador de pandeiros que já existiu em Tatuí. Ele é o “Grande Joaquim Mistura” e tocou até mesmo na Radio Nacional do Rio de Janeiro, nos tempos áureos dessa emissora.
É até mesmo possível considerar a carreira musical do Joaquim Mistura como de grande sucesso, haja vista que só fez isso na vida e nunca mais trabalhou além daquele pequeno período, quando roubava misturas. Foi, em decorrência de sua atividade musical, convidado para todas as festas que aconteceram em Tatuí desde o final da década de 1940 até uns poucos anos atrás.
Como músico esteve em todo tipo de ambiente: bons e maus, certos e errados, claros e escuros... só não freqüentou igrejas! Vivia em bares, sempre foi apreciador de licores, pinga, vinho, wiskey, chopp, cerveja, conhaque, vodka, rum... tudo, gostava de tudo que tivesse álcool.
Tocador de pandeiros tem de ter ritmo e uma seresta não era completa sem um pandeiro.
Agora a "mistura" preferida do Joaquim não era mais aquela antiga... sua "mistura" tinha que ser rabo de galo... pinga com limão... pinga com soda... rum com Coca-Cola... gim com tônica... vodka com laranjada e assim por diante
Esta é a história do grande Joaquim Mistura, o maior tocador de pandeiros do Brasil.
O caso da prótese ocular
Quem me recordou este caso foi a Maria Antonieta, irmã do Pingo, uma das testemunhas desta triste história. Vamos lá!
A mansão dos “Salles Gomes” foi vendida no início da década de 60 para o engenheiro agrônomo Rubens Vieira de Morais, que lá passou a residir com sua família. A casa é, até hoje, uma bela peça arquitetônica, tendo sofrido poucas e pequenas alterações em toda sua existência, não prejudicando seu conjunto.
Dr. Rubens, entre outras atividades, era negociante de automóveis, principalmente autos de luxo. Sua casa era repleta de Cadillack, Lincoln, Chevrolet Impala, Ford Thunderbird, Chrysler, Citroen, Simca, Aero Willys, Interlagos, Gordini. Volkswagen Sedan... e todos os carros dessa época. Com essa atividade, sempre havia necessidade de motoristas, que buscavam ou levavam os carros para outras cidades.
A residência ocupava quase todo o quarteirão. Só a igreja e o teatro do Rosário não faziam parte do imóvel (nessa parte hoje está instalada uma vidraçaria e funerária).
O quintal era estupendo. As árvores frutíferas e frondosas enfeitavam e perfumavam o lugar. Mangueiras enormes, abacateiros, ameixeiras, laranjeiras... todas as árvores frutíferas comuns de nossa região e, além destas, cajuzeiro e um belo pé de jacas.
A parte do pomar não existe mais. Hoje existem diversas residências por lá e o prédio da Telefônica. A casa continua igual, tendo apenas recebido algumas melhorias, adaptando-a a atualidade. O segundo prédio não existe mais. Era um pequeno sobrado, com uma garagem no pavimento inferior e alguns dormitórios na parte de cima. Esses cômodos eram, geralmente, utilizados por empregados da família.
Durante algum tempo, o bisavô do Pingo morou em um desses cômodos, dividindo com motoristas da casa. O bisavô no Pingo, Benedito Pires de Campos, conhecido com Benedito Anastácio, faleceu com 96 anos e até essa idade tocava violão.
Em determinada ocasião, dividiam no mesmo quarto o seu Benedito e o Antonio, um motorista vaidoso que havia sofrido um acidente e perdera uma de suas vistas e, por motivos estéticos, utilizava uma prótese ocular. Aquilo o incomodava bastante, não saía sem seu olho de vidro. Antonio era um homem moreno, descendente de índios e aparência de bonitão. Para dormir, Antonio retirava seu olho de vidro e colocava em um copo com água, deixando-o sobre uma cômoda.
Uma noite seu Benedito acordou com sede e, como estava escuro, procurou, tateando, seu copo para tomar água. Encontrou o copo que o Antonio colocava sua prótese ocular e pensou ser o seu. Já estava com água, mas não se preocupou... sua memória, com mais de noventa anos, não era nenhum primor. Costumava falhar. Levou o copo à boca e virou.
Não esperava que houvesse algo sólido na água e, sendo assim, o olho de vidro do Antonio foi engolido sem qualquer dificuldade. Seu Benedito apenas sentiu uma coisa qualquer, mas vupt, e desceu imediatamente com a água. Era pouco maior que uma cápsula de medicamento.
Na manhã seguinte, Antonio acordou e foi colocar sua prótese. Mas, que o quê! Cadê o olho de vidro? O copo estava vazio. Perguntou ao seu Benedito se ele não tinha mexido ali...
- Ai rapaz, acho que engoli junto com a água! – exclamou seu Benedito.
- O quê???? – gritou Antonio – Como vou fazer agora para sair na rua?
Antonio ficou furioso com aquela situação. Desceu as escadas correndo e foi chamar a dona Claudia, mãe do Pingo:
- Dona Claudia, seu avô engoliu meu olho! – reclamou quase gritando – Que eu faço agora?
Mas a mãe do Pingo tinha expediente. Pegou um penico e disse para o Antonio levar ao seu Benedito:
- Leva lá e pede para ele evacuar só no penico! Fale para ele usar o penico para "descarregar" o olho de vidro. – disse dona Claudia.
E assim foi feito. Para não correr risco de perder a prótese, Antonio não saiu para trabalhar, ficando junto do velho, esperando a hora da “criança nascer”.
Só que as coisas nem sempre acontecem da forma que se deseja. Seu Benedito não conseguiu fazer nem um cocozinho. Só soltou ruidosos puns. Barulhentos e terrivelmente fedidos, mas nada de obrar.
Dr. Rubens acabou indo até Itu com outro motorista. Lá passou em uma loja especializada e comprou outra prótese para o Antonio. Trouxe à tardinha, pensando em resolver de uma vez aquele problema.
Mas trouxe uma prótese de olho azul e a cor do olho do Antonio era castanho bem escuro. Ah, como ficou feio... um olho preto e um olho azul!
- O negócio - disse Antonio - é continuar esperando os resultados da obra do seu Benedito!
Mas a vida nunca anda do jeito que se espera. No segundo dia, seu Benedito também não conseguiu expelir a prótese do Antonio. Tomou um laxante, mas só teve algumas cólicas e aumentaram em intensidade os puns. Ah, mas cada peido!!! Peido de velho é realmente fedido.
Já passava das oito da noite do segundo dia quando seu Benedito avisou ao Antonio que agora sim, viria alguma coisa sólida.
Prepararam o penico, mas seu Benedito não conseguia abaixar-se adequadamente. Seu corpo, quase centenário, não obedecia à vontade do dono.
Ai, ai... ai... ai... nada de abaixar.
O que fazer? O velho não conseguia sentar no penico. E se fosse na privada, adeus olho de vidro!!
Dona Claudia, sabendo da situação, arrumou uma peneira e mandou colocar na privada, encaixada um pouco acima da água... com isto, seu Benedito faria tudo do “modo normal”, sentado no vaso sanitário e a “obra” ficaria na peneira.
Antonio entrou junto com seu Benedito na privada. Arrumou a peneira e esperou o velho sentar. Ficou ali, esperando a coisa chegar.
- Agora vem - disse seu Benedito.
Mas não veio. Ficaram mais de uma hora ali dentro. Peidos explodiam um atrás do outro, de todos os tipos: fininhos, grossos, retumbantes, discretos... e fedidos, todos eram fedidos.
O tempo passava, mas a situação não mudava.
De repente, ploft, caiu um troço na peneira.
- Ufa! – suspirou seu Benedito – nasceu a criança!
Logo que seu Benedito levantou, Antonio pegou a peneira com a obra e começou a procurar seu olho. Mexe, mexe, mexe.... nada, não foi desta vez que foi expelido!
- Vamos ter que continuar o serviço, seu Benedito, não saiu ainda. – disse Antonio.
Mas o velho já estava dormindo. O esforço para obrar havia exaurido suas forças.
Sem ter mais o que fazer, Antonio lavou tudo por ali e deitou-se também. Dormiram a noite toda tranquilamente, não aconteceu nada extraordinário. Logo pela manhã, no entanto, seu Benedito levantou-se rapidamente da cama e correu até a privada. A “coisa” estava chegando rapidamente.
Quando chegou lá, viu que a peneira não estava colocada e berrou para acordar o Antonio.
- Antonio, ponha a peneira! Ponha a peneira que vem vindo uma bomba!
Correndo, Antonio pegou a peneira e foi ajeitando, enquanto seu Benedito começava a obra ainda sem sentar-se. Puzz, puzz, prrrrr! Sentou-se e evacuou. Desta vez deve ter feito, no mínimo, um quilograma de mérda. Um pouco escorreu fora, pois não deu tempo, mas a maior parte estava depositada sobre a peneira.
Limpar bunda de velho não é tarefa agradável
Seu Benedito levantou-se e foi tomar um banho. Papel higiênico era muito pouco para a sujeira.
Sem alternativa, Antonio teve que enfiar a mão na massa. Começou a garimpar o cocô, tentando encontrar seu olho de vidro. Arrasta aqui, mexe ali, espalha acolá... eis que aparece a coisa. Desta vez a obra foi completa. Tudo resolvido.
Uma boa lavada, um pouco de álcool e pronto, já dava para usar aquela prótese.
Ainda bem que olho de vidro não enxerga, pois os lugares e as coisas que este presenciou não foram nem um pouco agradáveis. Que horror!
A mansão dos “Salles Gomes” foi vendida no início da década de 60 para o engenheiro agrônomo Rubens Vieira de Morais, que lá passou a residir com sua família. A casa é, até hoje, uma bela peça arquitetônica, tendo sofrido poucas e pequenas alterações em toda sua existência, não prejudicando seu conjunto.
Dr. Rubens, entre outras atividades, era negociante de automóveis, principalmente autos de luxo. Sua casa era repleta de Cadillack, Lincoln, Chevrolet Impala, Ford Thunderbird, Chrysler, Citroen, Simca, Aero Willys, Interlagos, Gordini. Volkswagen Sedan... e todos os carros dessa época. Com essa atividade, sempre havia necessidade de motoristas, que buscavam ou levavam os carros para outras cidades.
A residência ocupava quase todo o quarteirão. Só a igreja e o teatro do Rosário não faziam parte do imóvel (nessa parte hoje está instalada uma vidraçaria e funerária).
O quintal era estupendo. As árvores frutíferas e frondosas enfeitavam e perfumavam o lugar. Mangueiras enormes, abacateiros, ameixeiras, laranjeiras... todas as árvores frutíferas comuns de nossa região e, além destas, cajuzeiro e um belo pé de jacas.
A parte do pomar não existe mais. Hoje existem diversas residências por lá e o prédio da Telefônica. A casa continua igual, tendo apenas recebido algumas melhorias, adaptando-a a atualidade. O segundo prédio não existe mais. Era um pequeno sobrado, com uma garagem no pavimento inferior e alguns dormitórios na parte de cima. Esses cômodos eram, geralmente, utilizados por empregados da família.
Durante algum tempo, o bisavô do Pingo morou em um desses cômodos, dividindo com motoristas da casa. O bisavô no Pingo, Benedito Pires de Campos, conhecido com Benedito Anastácio, faleceu com 96 anos e até essa idade tocava violão.
Em determinada ocasião, dividiam no mesmo quarto o seu Benedito e o Antonio, um motorista vaidoso que havia sofrido um acidente e perdera uma de suas vistas e, por motivos estéticos, utilizava uma prótese ocular. Aquilo o incomodava bastante, não saía sem seu olho de vidro. Antonio era um homem moreno, descendente de índios e aparência de bonitão. Para dormir, Antonio retirava seu olho de vidro e colocava em um copo com água, deixando-o sobre uma cômoda.
Uma noite seu Benedito acordou com sede e, como estava escuro, procurou, tateando, seu copo para tomar água. Encontrou o copo que o Antonio colocava sua prótese ocular e pensou ser o seu. Já estava com água, mas não se preocupou... sua memória, com mais de noventa anos, não era nenhum primor. Costumava falhar. Levou o copo à boca e virou.
Não esperava que houvesse algo sólido na água e, sendo assim, o olho de vidro do Antonio foi engolido sem qualquer dificuldade. Seu Benedito apenas sentiu uma coisa qualquer, mas vupt, e desceu imediatamente com a água. Era pouco maior que uma cápsula de medicamento.
Na manhã seguinte, Antonio acordou e foi colocar sua prótese. Mas, que o quê! Cadê o olho de vidro? O copo estava vazio. Perguntou ao seu Benedito se ele não tinha mexido ali...
- Ai rapaz, acho que engoli junto com a água! – exclamou seu Benedito.
- O quê???? – gritou Antonio – Como vou fazer agora para sair na rua?
Antonio ficou furioso com aquela situação. Desceu as escadas correndo e foi chamar a dona Claudia, mãe do Pingo:
- Dona Claudia, seu avô engoliu meu olho! – reclamou quase gritando – Que eu faço agora?
Mas a mãe do Pingo tinha expediente. Pegou um penico e disse para o Antonio levar ao seu Benedito:
- Leva lá e pede para ele evacuar só no penico! Fale para ele usar o penico para "descarregar" o olho de vidro. – disse dona Claudia.
E assim foi feito. Para não correr risco de perder a prótese, Antonio não saiu para trabalhar, ficando junto do velho, esperando a hora da “criança nascer”.
Só que as coisas nem sempre acontecem da forma que se deseja. Seu Benedito não conseguiu fazer nem um cocozinho. Só soltou ruidosos puns. Barulhentos e terrivelmente fedidos, mas nada de obrar.
Dr. Rubens acabou indo até Itu com outro motorista. Lá passou em uma loja especializada e comprou outra prótese para o Antonio. Trouxe à tardinha, pensando em resolver de uma vez aquele problema.
Mas trouxe uma prótese de olho azul e a cor do olho do Antonio era castanho bem escuro. Ah, como ficou feio... um olho preto e um olho azul!
- O negócio - disse Antonio - é continuar esperando os resultados da obra do seu Benedito!
Mas a vida nunca anda do jeito que se espera. No segundo dia, seu Benedito também não conseguiu expelir a prótese do Antonio. Tomou um laxante, mas só teve algumas cólicas e aumentaram em intensidade os puns. Ah, mas cada peido!!! Peido de velho é realmente fedido.
Já passava das oito da noite do segundo dia quando seu Benedito avisou ao Antonio que agora sim, viria alguma coisa sólida.
Prepararam o penico, mas seu Benedito não conseguia abaixar-se adequadamente. Seu corpo, quase centenário, não obedecia à vontade do dono.
Ai, ai... ai... ai... nada de abaixar.
O que fazer? O velho não conseguia sentar no penico. E se fosse na privada, adeus olho de vidro!!
Dona Claudia, sabendo da situação, arrumou uma peneira e mandou colocar na privada, encaixada um pouco acima da água... com isto, seu Benedito faria tudo do “modo normal”, sentado no vaso sanitário e a “obra” ficaria na peneira.
Antonio entrou junto com seu Benedito na privada. Arrumou a peneira e esperou o velho sentar. Ficou ali, esperando a coisa chegar.
- Agora vem - disse seu Benedito.
Mas não veio. Ficaram mais de uma hora ali dentro. Peidos explodiam um atrás do outro, de todos os tipos: fininhos, grossos, retumbantes, discretos... e fedidos, todos eram fedidos.
O tempo passava, mas a situação não mudava.
De repente, ploft, caiu um troço na peneira.
- Ufa! – suspirou seu Benedito – nasceu a criança!
Logo que seu Benedito levantou, Antonio pegou a peneira com a obra e começou a procurar seu olho. Mexe, mexe, mexe.... nada, não foi desta vez que foi expelido!
- Vamos ter que continuar o serviço, seu Benedito, não saiu ainda. – disse Antonio.
Mas o velho já estava dormindo. O esforço para obrar havia exaurido suas forças.
Sem ter mais o que fazer, Antonio lavou tudo por ali e deitou-se também. Dormiram a noite toda tranquilamente, não aconteceu nada extraordinário. Logo pela manhã, no entanto, seu Benedito levantou-se rapidamente da cama e correu até a privada. A “coisa” estava chegando rapidamente.
Quando chegou lá, viu que a peneira não estava colocada e berrou para acordar o Antonio.
- Antonio, ponha a peneira! Ponha a peneira que vem vindo uma bomba!
Correndo, Antonio pegou a peneira e foi ajeitando, enquanto seu Benedito começava a obra ainda sem sentar-se. Puzz, puzz, prrrrr! Sentou-se e evacuou. Desta vez deve ter feito, no mínimo, um quilograma de mérda. Um pouco escorreu fora, pois não deu tempo, mas a maior parte estava depositada sobre a peneira.
Limpar bunda de velho não é tarefa agradável
Seu Benedito levantou-se e foi tomar um banho. Papel higiênico era muito pouco para a sujeira.
Sem alternativa, Antonio teve que enfiar a mão na massa. Começou a garimpar o cocô, tentando encontrar seu olho de vidro. Arrasta aqui, mexe ali, espalha acolá... eis que aparece a coisa. Desta vez a obra foi completa. Tudo resolvido.
Uma boa lavada, um pouco de álcool e pronto, já dava para usar aquela prótese.
Ainda bem que olho de vidro não enxerga, pois os lugares e as coisas que este presenciou não foram nem um pouco agradáveis. Que horror!
O mistério do lagarto preto
Naquele dia vovô Ernestino completava 75 anos. Era fácil saber a idade dele, pois nascera em 1900. Sendo assim, acompanhava o calendário. Esta nossa conversa aconteceu em 1975, obviamente.
Conversamos diversos assuntos, ele estava muito bem de saúde e feliz por ser o dia de seu aniversário. Perguntei se os tais setenta e cinco anos demoraram para passar, mas ele respondeu que nem percebeu:
- Eu fui à escola, depois casei, montei meu armazém, nasceram as crianças, cresceram, foram à escola, casaram, nasceram os netos, cresceram e eu nem percebi o tempo passar! Logo vêm os bisnetos e parece que o tempo não passou!!! (vovô não conheceu todos os bisnetos: são oito).
Como o assunto era sua história de vida, perguntei se ele havia visto, em seus setenta e cinco anos, alguma assombração. Histórias de assombração são contadas como sendo reais, como tendo ocorrido verdadeiramente, ainda mais em uma época que não havia iluminação... Ali estava uma oportunidade para eu tirar dúvidas, saber algo de uma pessoa que viveu na área rural e urbana:
- Nunca vi! – afirmou.
Depois de uns momentos, lembrou-se de um acontecimento em sua juventude, o qual passou a narrar:
- Eu estava voltando da cidade numa noite... era já bem tarde. Em um ponto da estrada, perto do sítio de meu pai, passamos, eu, o Otávio e o camarada que estava conosco, por um lugar que as pessoas diziam ser mal assombrado. – contou. Otávio era um descendente de antigos escravos que morava no sítio de meu bisavô Joaquim dos Santos. Era muito querido de todos. Está enterrado junto de meus bisavós e de vovô Ernestino.
As viagens, nessa época, eram feitas a cavalo, cruzando estradas sem pontes.
O sítio de meu bisavô ficava no bairro Pederneiras, perto da Fazenda do Paiol, quase no município de Itapetininga. A área do sítio também chegava na Enxovia, que era o local preferido para plantar.
- Quando passamos pelo tal lugar, que diziam ser mal assombrado – continuou a contar – os cavalos ficaram assustados e escutamos ruídos estranhos no meio do mato fechado.
- Dei um grito e disse: “Se tiver alguma coisa, que apareça!” – continuou a contar - Pois não é que surgiu uma espécie de lagarto, escuro, que andava apoiado nas patas traseiras. Um bicho que nunca vi igual.
- Esse lagarto esquisito avançou sobre nós – explicou vovô. Tentava agarrar um dos pés do Otávio, que estava assustadíssimo.
Os cavalos já estavam assustados e quiseram empinar. Quase cai, mas dominei e apertei as esporas. Saímos em disparada, rumando para o sítio!
Quando contava isto, vovô tinha um olhar sério. Parecia que ele estava vendo a cena novamente, visão que marcou profundamente, como dava para perceber.
Estas ilustrações feitas a partir de relatos de testemunhas, mostram o chupa-cabras com bastante semelhança ao ser que vovô descreveu como sendo um "lagarto preto".
- Nós corremos para o sítio e o tal lagarto, em pé nas patas traseiras, vinha perseguindo e assoprando um terrível assobio estridente – continuou a contar. Eu nunca tinha visto um animal igual. O tal lagarto nos perseguiu até o sítio.
Vovô disse que entraram quase que em disparada dentro da cocheira. Todos estavam assustados: ele, seu companheiro e, principalmente, os três cavalos. Se a escuridão pode assustar um homem, que pensa em mil e uma coisas, o mesmo não acontece com animais. Animais ficam assustados quando percebem, com seu instinto, uma real ameaça.
- Entramos na cocheira montados e logo descemos para proteger os cavalos. Tinha um outro cavalo lá dentro, que se mostrava bastante assustado com o assobio que escutava lá fora – explicou.
- O lagarto não ia embora. Ficava dando seus gritos parecidos com assobios e corria pelo campo ao redor da sede do sítio. Não saímos da cocheira, pois tinha uma distância razoável até a casa, mas não dava para arriscar na escuridão e com aquela coisa rondando – narrou.
- O bicho, apoiado nas patas traseiras, media cerca de 1 metro de altura. Naquilo que deu para perceber, sua fisionomia era horrorosa. Coisa igual nunca vi! – completou.
Como não encontrou uma explicação e nem tinha alguém que lhe desse uma idéia do que poderia ter sido o tal encontro, em pouco tempo vovô nem mais se lembrava do tal bicho, principalmente porque se casou e veio morar na cidade. Umas poucas vezes contou este fato, para não pensarem que ele teve uma alucinação. O caso lhe veio à memória quando lhe perguntei sobre assombrações.
Agora quem fica pensativo sobre o tal bicho sou eu... O tal lagarto preto. Como hoje temos muito mais recursos de pesquisa, como a Internet, procurei achar alguma coisa semelhante para buscar fundamentação à história de vovô. A coisa que mais se assemelha ao tal lagarto preto é uma aparição denominada de “chupa-cabras”.
Inúmeros relatos afirmam ter encontrado ou avistado o tal chupa-cabras. Isto existe em todo o planeta. As descrições apontam para um ser de feia aparência e com forma física diferente de qualquer outro animal conhecido.
Há muita semelhança entre o chupa-cabras e o bicho que vovô encontrou. Ele não mentiu quando disse ter avistado o tal lagarto preto. Foi assim que ele definiu aquele vulto que o perseguir naquela noite.
Alguns corpos expostos como sendo o chupa-cabras apresentam semelhança com um lagarto. E qual será a origem desse ser estranho? Terrestre? Extraterrestre? São inúmeras as teorias, mas não há explicação plausível.
Será que extraterrestres visitaram o bairro de Pederneiras naquela noite de 1920?
Bem, vamos supor que a origem seja extraterrestre, como afirmam alguns estudiosos desses eventos. Sendo assim, o ET de Varginha é muito posterior a este acontecimento aqui narrado, visto que aconteceu aproximadamente em 1920.
Sendo assim, temos que colocar o ET de Tatuí nos anais dos avistamentos e contatos imediatos. O lagarto preto do bairro de Pederneiras.
Não duvide, pois o que fez o bicho aparecer foi justamente a atitude cética de meu avô, que praticamente chamou o bicho. Quem quer se arriscar?
Conversamos diversos assuntos, ele estava muito bem de saúde e feliz por ser o dia de seu aniversário. Perguntei se os tais setenta e cinco anos demoraram para passar, mas ele respondeu que nem percebeu:
- Eu fui à escola, depois casei, montei meu armazém, nasceram as crianças, cresceram, foram à escola, casaram, nasceram os netos, cresceram e eu nem percebi o tempo passar! Logo vêm os bisnetos e parece que o tempo não passou!!! (vovô não conheceu todos os bisnetos: são oito).
Como o assunto era sua história de vida, perguntei se ele havia visto, em seus setenta e cinco anos, alguma assombração. Histórias de assombração são contadas como sendo reais, como tendo ocorrido verdadeiramente, ainda mais em uma época que não havia iluminação... Ali estava uma oportunidade para eu tirar dúvidas, saber algo de uma pessoa que viveu na área rural e urbana:
- Nunca vi! – afirmou.
Depois de uns momentos, lembrou-se de um acontecimento em sua juventude, o qual passou a narrar:
- Eu estava voltando da cidade numa noite... era já bem tarde. Em um ponto da estrada, perto do sítio de meu pai, passamos, eu, o Otávio e o camarada que estava conosco, por um lugar que as pessoas diziam ser mal assombrado. – contou. Otávio era um descendente de antigos escravos que morava no sítio de meu bisavô Joaquim dos Santos. Era muito querido de todos. Está enterrado junto de meus bisavós e de vovô Ernestino.
As viagens, nessa época, eram feitas a cavalo, cruzando estradas sem pontes.
O sítio de meu bisavô ficava no bairro Pederneiras, perto da Fazenda do Paiol, quase no município de Itapetininga. A área do sítio também chegava na Enxovia, que era o local preferido para plantar.
- Quando passamos pelo tal lugar, que diziam ser mal assombrado – continuou a contar – os cavalos ficaram assustados e escutamos ruídos estranhos no meio do mato fechado.
- Dei um grito e disse: “Se tiver alguma coisa, que apareça!” – continuou a contar - Pois não é que surgiu uma espécie de lagarto, escuro, que andava apoiado nas patas traseiras. Um bicho que nunca vi igual.
- Esse lagarto esquisito avançou sobre nós – explicou vovô. Tentava agarrar um dos pés do Otávio, que estava assustadíssimo.
Os cavalos já estavam assustados e quiseram empinar. Quase cai, mas dominei e apertei as esporas. Saímos em disparada, rumando para o sítio!
Quando contava isto, vovô tinha um olhar sério. Parecia que ele estava vendo a cena novamente, visão que marcou profundamente, como dava para perceber.
Estas ilustrações feitas a partir de relatos de testemunhas, mostram o chupa-cabras com bastante semelhança ao ser que vovô descreveu como sendo um "lagarto preto".
- Nós corremos para o sítio e o tal lagarto, em pé nas patas traseiras, vinha perseguindo e assoprando um terrível assobio estridente – continuou a contar. Eu nunca tinha visto um animal igual. O tal lagarto nos perseguiu até o sítio.
Vovô disse que entraram quase que em disparada dentro da cocheira. Todos estavam assustados: ele, seu companheiro e, principalmente, os três cavalos. Se a escuridão pode assustar um homem, que pensa em mil e uma coisas, o mesmo não acontece com animais. Animais ficam assustados quando percebem, com seu instinto, uma real ameaça.
- Entramos na cocheira montados e logo descemos para proteger os cavalos. Tinha um outro cavalo lá dentro, que se mostrava bastante assustado com o assobio que escutava lá fora – explicou.
- O lagarto não ia embora. Ficava dando seus gritos parecidos com assobios e corria pelo campo ao redor da sede do sítio. Não saímos da cocheira, pois tinha uma distância razoável até a casa, mas não dava para arriscar na escuridão e com aquela coisa rondando – narrou.
- O bicho, apoiado nas patas traseiras, media cerca de 1 metro de altura. Naquilo que deu para perceber, sua fisionomia era horrorosa. Coisa igual nunca vi! – completou.
Como não encontrou uma explicação e nem tinha alguém que lhe desse uma idéia do que poderia ter sido o tal encontro, em pouco tempo vovô nem mais se lembrava do tal bicho, principalmente porque se casou e veio morar na cidade. Umas poucas vezes contou este fato, para não pensarem que ele teve uma alucinação. O caso lhe veio à memória quando lhe perguntei sobre assombrações.
Agora quem fica pensativo sobre o tal bicho sou eu... O tal lagarto preto. Como hoje temos muito mais recursos de pesquisa, como a Internet, procurei achar alguma coisa semelhante para buscar fundamentação à história de vovô. A coisa que mais se assemelha ao tal lagarto preto é uma aparição denominada de “chupa-cabras”.
Inúmeros relatos afirmam ter encontrado ou avistado o tal chupa-cabras. Isto existe em todo o planeta. As descrições apontam para um ser de feia aparência e com forma física diferente de qualquer outro animal conhecido.
Há muita semelhança entre o chupa-cabras e o bicho que vovô encontrou. Ele não mentiu quando disse ter avistado o tal lagarto preto. Foi assim que ele definiu aquele vulto que o perseguir naquela noite.
Alguns corpos expostos como sendo o chupa-cabras apresentam semelhança com um lagarto. E qual será a origem desse ser estranho? Terrestre? Extraterrestre? São inúmeras as teorias, mas não há explicação plausível.
Será que extraterrestres visitaram o bairro de Pederneiras naquela noite de 1920?
Bem, vamos supor que a origem seja extraterrestre, como afirmam alguns estudiosos desses eventos. Sendo assim, o ET de Varginha é muito posterior a este acontecimento aqui narrado, visto que aconteceu aproximadamente em 1920.
Sendo assim, temos que colocar o ET de Tatuí nos anais dos avistamentos e contatos imediatos. O lagarto preto do bairro de Pederneiras.
Não duvide, pois o que fez o bicho aparecer foi justamente a atitude cética de meu avô, que praticamente chamou o bicho. Quem quer se arriscar?
Vá plantar batat... digo, ervilhas!
Há pouco mais de trinta anos, um quarteto tatuiano resolveu ganhar a vida na lavoura. Mais precisamente plantando ervilhas. Ótimo! Ervilhas dão um bom lucro.
Os lavradores componentes do fantástico quarteto eram o Acassilzinho, Luis Carlos (Pelé), Máximo e o Joaquim. Ninguém lembra de quem partiu a idéia, mas todos estavam empenhados nessa empreitada, cada um deles com um plano diferente para aplicar o dinheiro que ganhariam com a venda desse vegetal…
Todos tinham planos definidos para fazer com todo dinheiro que pretendiam ganhar (seria muito dinheiro, de acordo com os planos do quarteto). O Joaquim disse que iria comprar uma calça da Gledson, para “abafar” em Tatuí... O Pelé queria guardar dinheiro para comprar um caminhão. Já o Máximo ia comprar uma TV colorida, que nessa época era algo bastante caro. Só não sei em que o Acassilzinho pretendia investir... ia só gastar, talvez... Claro que ia dar para muita coisa, pois, de acordo com as projeções que fizeram iam ganhar muito, mas muito dinheiro!!! Iam gastar bastante e ainda sobraria muita coisa.
A produção inicial seria em uma pequena parte do sítio do Acassil (pai do Acassilzinho, claro), mas de acordo com os planos do plantadores, em pouco tempo estariam plantando no terreno todo. Se preciso, arrendariam mais alguma propriedade para plantar as ervilhas.
O preparo do terreno foi bastante complicado e trabalhoso. O local escolhido era um tanto pedregoso e cheio de raízes de plantas antigas… Deu uma mão-de-obra terrível. Os lavradores, que nessa época tinham por volta de 15 anos, esforçaram-se demais para afofar aquele terreno duro como pedra.
O difícil trabalho de preparação da terra durou longos 2 finais de semana. Os meninos trabalharam como gente grande!!! Já pensavam em abandonar a escola para trabalhar… esse negócio de ficar a semana inteira na cidade, estudando, estava atrapalhando os planos de enriquecer.
Agora faltava apenas plantar. Iam aproveitar o final de semana para isso. Voltaram ao sítio na sexta-feira à tardinha. Examinaram o local onde fariam a roça de ervilhas, acertaram as sementes, prepararam as ferramentas… Animação total!
- Vamos levantar de madrugada para trabalhar! – disse o Máximo – Assim terminamos logo e vamos nadar no tanque! – completou.
- Boa idéia! – concordaram todos.
E assim fizeram. Mexeram aqui e ali e foram dormir bem cedo. Para levantar antes de amanhecer, ajustaram o despertador para tocar antes das 5 e meia da manhã.
Nesse final de semana, o Acassil (pai) foi com amigos passar a noite no sítio, conversando. Foram lá o Zé Reiner e o professor Firmo Del Fiol. Conversa e mais conversa, assuntos e mais assuntos.
Jantaram tarde e ficaram rodeando a mesa até a madrugada.
Perto das 2 horas da manhã, o sono começou a incomodar o Zé Reiner, que pensou em tomar um pouco de café. Mas não sobrou nem um pingo no bule…
- Faça café! – disse o Acassil.
Mas ninguém sabia fazer… O especialista em café ali era o Luís Carlos, que dormia como um anjo.
- Vou acordar o Pelé! – disse o Zé Reiner, indo em direção ao quarto onde dormiam os quatro lavradores.
- Ô Pelé! Acorde!
Nada… todos dormiam pesadamente.
O Zé Reiner pegou o despertador que estava preparado para tocar no final da madrugada e adiantou a hora. Naquele momento passava pouco das 2 horas, mas ele adiantou até 5h25, mais ou menos.
Dali a uns poucos minutos despertou. TRRIIIIIMMMMM !!!! Que barulho irritante!
Os quatro dorminhocos levantaram, com muita preguiça.
- Vamos tomar café e trabalhar. Já está quase amanhecendo! – disse Acassilzinho, com os olhos ainda grudados…
Luís Carlos, especialista em café, foi para a cozinha e preparou um belo bule de café, bem forte.
Acassil e os amigos ficaram bem quietos. Não disseram coisa alguma sobre o horário real.
Pouco tempo depois, os quatro sairam da casa. Estavam quase tropeçando na escuridão, mas o sol não devia tardar a surgir…
Foram andando, com bastante dificuldade, no caminho para a roça. Estava muito escuro.
O Joaquim, intrigado com a escuridão, disse que naquele dia estava acontecendo um eclipse do sol… Não tinha outra explicação aquela demora para clarear. E o pior de tudo que esse eclipse solar acontecia na madrugada.
Como estavam com lanternas, acabaram chegando no local da plantação. Sentaram-se para esperar o sol nascer e, então, trabalhar com as sementes.
Mas nada do sol.
Ficaram mais de uma hora sentados na escuridão. Nada do sol.
- Melhor voltar para casa! – disse o Máximo. Alguma coisa aconteceu com o mundo nesta noite.
- Será o fim do mundo?
A única explicação que encontraram foi um terrível eclipse solar
Voltaram apressadamente para a casa do sítio. Ainda estava bem escuro.
- Que será que aconteceu com o sol? – perguntaram ao Acassil.
Não obtiveram respostas… os três estavam sem fôlego de tanto rir com a situação…
Depois de descobrir o que havia acontecido, voltaram deitar… mas não dormiram quase nada e o sol apareceu. Levantaram-se, com muito sono, e foram plantar ervilhas...
O quarteto não conseguiu plantar a pretendida "árvore de dinheiro"!
E o resultado da plantação? ZERO, claro. Alguma coisa saiu errado. A plantação não vingou. Plantaram um saco de sementes e colheram meio saco de ervilhas em vagem!!! Foi só trabalho. KKKK!!
Os lavradores componentes do fantástico quarteto eram o Acassilzinho, Luis Carlos (Pelé), Máximo e o Joaquim. Ninguém lembra de quem partiu a idéia, mas todos estavam empenhados nessa empreitada, cada um deles com um plano diferente para aplicar o dinheiro que ganhariam com a venda desse vegetal…
Todos tinham planos definidos para fazer com todo dinheiro que pretendiam ganhar (seria muito dinheiro, de acordo com os planos do quarteto). O Joaquim disse que iria comprar uma calça da Gledson, para “abafar” em Tatuí... O Pelé queria guardar dinheiro para comprar um caminhão. Já o Máximo ia comprar uma TV colorida, que nessa época era algo bastante caro. Só não sei em que o Acassilzinho pretendia investir... ia só gastar, talvez... Claro que ia dar para muita coisa, pois, de acordo com as projeções que fizeram iam ganhar muito, mas muito dinheiro!!! Iam gastar bastante e ainda sobraria muita coisa.
A produção inicial seria em uma pequena parte do sítio do Acassil (pai do Acassilzinho, claro), mas de acordo com os planos do plantadores, em pouco tempo estariam plantando no terreno todo. Se preciso, arrendariam mais alguma propriedade para plantar as ervilhas.
O preparo do terreno foi bastante complicado e trabalhoso. O local escolhido era um tanto pedregoso e cheio de raízes de plantas antigas… Deu uma mão-de-obra terrível. Os lavradores, que nessa época tinham por volta de 15 anos, esforçaram-se demais para afofar aquele terreno duro como pedra.
O difícil trabalho de preparação da terra durou longos 2 finais de semana. Os meninos trabalharam como gente grande!!! Já pensavam em abandonar a escola para trabalhar… esse negócio de ficar a semana inteira na cidade, estudando, estava atrapalhando os planos de enriquecer.
Agora faltava apenas plantar. Iam aproveitar o final de semana para isso. Voltaram ao sítio na sexta-feira à tardinha. Examinaram o local onde fariam a roça de ervilhas, acertaram as sementes, prepararam as ferramentas… Animação total!
- Vamos levantar de madrugada para trabalhar! – disse o Máximo – Assim terminamos logo e vamos nadar no tanque! – completou.
- Boa idéia! – concordaram todos.
E assim fizeram. Mexeram aqui e ali e foram dormir bem cedo. Para levantar antes de amanhecer, ajustaram o despertador para tocar antes das 5 e meia da manhã.
Nesse final de semana, o Acassil (pai) foi com amigos passar a noite no sítio, conversando. Foram lá o Zé Reiner e o professor Firmo Del Fiol. Conversa e mais conversa, assuntos e mais assuntos.
Jantaram tarde e ficaram rodeando a mesa até a madrugada.
Perto das 2 horas da manhã, o sono começou a incomodar o Zé Reiner, que pensou em tomar um pouco de café. Mas não sobrou nem um pingo no bule…
- Faça café! – disse o Acassil.
Mas ninguém sabia fazer… O especialista em café ali era o Luís Carlos, que dormia como um anjo.
- Vou acordar o Pelé! – disse o Zé Reiner, indo em direção ao quarto onde dormiam os quatro lavradores.
- Ô Pelé! Acorde!
Nada… todos dormiam pesadamente.
O Zé Reiner pegou o despertador que estava preparado para tocar no final da madrugada e adiantou a hora. Naquele momento passava pouco das 2 horas, mas ele adiantou até 5h25, mais ou menos.
Dali a uns poucos minutos despertou. TRRIIIIIMMMMM !!!! Que barulho irritante!
Os quatro dorminhocos levantaram, com muita preguiça.
- Vamos tomar café e trabalhar. Já está quase amanhecendo! – disse Acassilzinho, com os olhos ainda grudados…
Luís Carlos, especialista em café, foi para a cozinha e preparou um belo bule de café, bem forte.
Acassil e os amigos ficaram bem quietos. Não disseram coisa alguma sobre o horário real.
Pouco tempo depois, os quatro sairam da casa. Estavam quase tropeçando na escuridão, mas o sol não devia tardar a surgir…
Foram andando, com bastante dificuldade, no caminho para a roça. Estava muito escuro.
O Joaquim, intrigado com a escuridão, disse que naquele dia estava acontecendo um eclipse do sol… Não tinha outra explicação aquela demora para clarear. E o pior de tudo que esse eclipse solar acontecia na madrugada.
Como estavam com lanternas, acabaram chegando no local da plantação. Sentaram-se para esperar o sol nascer e, então, trabalhar com as sementes.
Mas nada do sol.
Ficaram mais de uma hora sentados na escuridão. Nada do sol.
- Melhor voltar para casa! – disse o Máximo. Alguma coisa aconteceu com o mundo nesta noite.
- Será o fim do mundo?
A única explicação que encontraram foi um terrível eclipse solar
Voltaram apressadamente para a casa do sítio. Ainda estava bem escuro.
- Que será que aconteceu com o sol? – perguntaram ao Acassil.
Não obtiveram respostas… os três estavam sem fôlego de tanto rir com a situação…
Depois de descobrir o que havia acontecido, voltaram deitar… mas não dormiram quase nada e o sol apareceu. Levantaram-se, com muito sono, e foram plantar ervilhas...
O quarteto não conseguiu plantar a pretendida "árvore de dinheiro"!
E o resultado da plantação? ZERO, claro. Alguma coisa saiu errado. A plantação não vingou. Plantaram um saco de sementes e colheram meio saco de ervilhas em vagem!!! Foi só trabalho. KKKK!!
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